Exposição fotográfica “EnvelheSeres” foi inaugurada hoje na Biblioteca Municipal de Setúbal

No âmbito do encerramento do Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações, o Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) inaugurou hoje a exposição fotográfica “EnvelheSeres” que retrata o envolvimento e participação de idosos de várias instituições da cidade de Setúbal, em iniciativas realizadas no IPS.

A mostra é composta por trinta e cinco fotografias, da autoria de Fernanda Pereira, de utentes de várias instituições da cidade, nomeadamente do Centro Comunitário de S. Sebastião, Casa do Professor em Setúbal, Centro Comunitário de Vanicelos, Liga dos Amigos da Terceira Idade e Venerável Ordemerceira da Nossa Senhora do Monte do Carmo da Cidade de Setúbal – Residência Monte Carmelo. As imagens foram recolhidas ao longo de todo o ano, no âmbito de iniciativas realizadas ou promovidas pelas Escolas do IPS, tais como o Workshop Ouvindo os Idosos, a atividade Fisioterapia na Cidade – um dia com o EnvelheSeres e a participação de idosos em atividades lúdicas e culturais.

A iniciativa insere-se na política de responsabilidade social do IPS, no âmbito da realização de atividades que contribuam para o desenvolvimento da comunidade e melhoria do meio envolvente, sempre em sintonia com os valores e a missão da instituição.

A Universidade Senior de Azeitão esteve presente na inauguração da exposição que decorreu hoje, dia 22 de Outubro, pelas 15h00, na Biblioteca Municipal de Setúbal, através da  Professora e dos Alunos de Pedagogia e Relação Intergeracional.

A mostra conta ainda com o apoio da Rede EnvelheSeres  e estará patente até final deste mês (31 de Outubro), podendo ser visitada de segunda a sexta-feira, entre as 09h00 e as 19h00, e ainda aos sábados das 14h00 às 19h00.

Docente Rosa Silvestre

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DIA INTERNACIONAL DO IDOSO … 1 de Outubro

O primeiro dia do mês de Outubro foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), desde 1991, como Dia Internacional do Idoso, com vista a uma reflexão, promoção e protecção dos seus direitos e dificuldades.
 Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2000 existiam 600 milhões de idosos no mundo, mas este número irá duplicar em 2025.

 
O envelhecimento continua a ser tido, em muitos países do Mundo como uma condição de profunda degradação no Adulto de maior idade. Nesse sentido, muitos idosos são ainda infantilizados, desvalorizados e, muitas vezes, excluídos da própria sociedade.

Cabe à sociedade contribuir para a construção de uma nova imagem associada ao envelhecimento.

À medida que a pirâmide do envelhecimento se transforma num rectângulo dever-se-á compreender que a faixa etária dos 65 aos 80 anos integra um número cada vez maior de pessoas, cujas qualidades e competências se mantêm suficientemente activas para serem cidadãos tão válidos como quaisquer outros.

Nesta faixa etária, os cuidados de saúde mental são, muitas das vezes, puramente e extremamente negligenciados. De acordo com as estatísticas, os idosos sofrem menos perturbações psiquiátricas do que os outros adultos.


Para a ONU, os idosos estão divididos em três categorias: pré-idosos (entre 55 e 64 anos), os Idosos jovens (entre 65 e 79 anos ou 60 e 69 anos, para quem vive na Ásia e na região do Pacífico) e Idosos Avançados (com mais de 70 ou 80 anos).
A ONU considera que o envelhecimento populacional deveria representar um triunfo do desenvolvimento social e da saúde pública.

Nos países ditos desenvolvidos, o desenvolvimento socioeconómico tem acompanhado o envelhecimento populacional, enquanto nos países em desenvolvimento o surgimento de novas tecnologias médicas, preventivas, de diagnóstico e curativas, com novos recursos terapêuticos, fornece meios para prevenir as mortes causadas pelas doenças nos pré-idosos e nos indivíduos que começam a envelhecer precocemente.
 Assim sendo, profundas diferenças sociais ficam estabelecidas entre esses dois universos diferentes.
 

A Espanha será o país mais velho do mundo em 2050, com uma média de idade de 55 anos e quatro pessoas sexagenárias por cada criança, segundo dados das Nações Unidas, segundo estudo sociológico.
 
O estudo indica que os países que se seguem são:  a Itália, a Eslovénia e a Áustria, com 54 anos como idade média (em 2050). Outros dez países terão mais de 10% da população com mais de 80 anos.
 
A protecção e assistência social à pessoa idosa é um dever e obrigação de todos.
Os  idosos são entidades importantes que estão entre o passado, presente e o futuro, já que o seu saber, vivência e experiência constituem um vínculo vital para o desenvolvimento de qualquer sociedade.
Os idosos devem ocupar o lugar que merecem, porque é responsabilidade de qualquer governo que se preze, proporcionar a oportunidade de continuar a ter uma vida activa, participando voluntariamente em actividades apropriadas às suas capacidades.

Docente Rosa Silvestre

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Mais uma palestra …

No dia 19 de Maio decorreu mais uma palestra no Museu Sebastião da Gama em Vila Nogueira de Azeitão.

Desta vez foi dedicada à Educação dos Seniores. Intitulou-se a Educação não tem Idade.

Falou-se e discutiu-se (“da discussão nasce a luz”) acerca da Educação do Adulto, do Jovem e do Menos Jovem num Ano que se diz ANO EUROPEU DO ENVELHECIMENTO ACTIVO E DA SOLIDARIEDADE ENTRE GERAÇÕES

Algumas frases com sentido e que penso, terem ficado no ouvido:

“A Sociedade do Conhecimento e da Informação é baseada na rápida evolução das tecnologias da informação, caracterizada pelo uso sistemático e intensivo da informação, do conhecimento, da ciência e da cultura”.

(Rodrigues, 1997)

” … a EDUCAÇÃO de Jovens e Adultos acontece ao longo da vida, em diferentes espaços e com diversos actores educacionais e da vida social” (Vieira, 2008).

“A importância da EDUCABILIDADE e do ENSINAR a aprender do ser humano como ser em permanente formação. A EDUCAÇÃO do Jovem, do Adulto e do Sénior apresenta-se como necessidade do seu processo de humanização”

FREIRE (1993)

“A EDUCAÇÃO FAZ-SE COMUNICANDO, NÃO SE FAZ SOZINHA … FAZ-SE EM CONJUNTO … experienciando vivências, sonhos e até a identidade de cada um de nós”

(Brandão, 2002)

Docente Rosa Silvestre

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Às vezes, nem os medicamentos são o melhor para a doença que nos atinge …

Uma investigação publicada pela revista científica  New England Journal of Medicine revela os riscos para o coração na tomada de um antibiótico chamado AZITROMICINA disponível no mercado mundial, desde a década de 80 e muito popular devido à sua brevidade na tomada (habitualmente  a sua tomada faz-se durante poucos dias, menos dias do que em outros antibióticos).

O estudo realizado por cientistas da Universidade de Vanderbilt, baseou-se na análise de históriais médicos de doentes tratados no estado de Tennessee, nos E.U.A. entre 1992 e 2006. Fizeram-se comparações entre centenas de casos nos quais este medicamento foi prescrito e tomado e naqueles em que não foi ou então foi feita a escolha por outro antibiótico (amoxicilina).
Os resultados obtidos demostraram que o risco de mortes relacionadas com problemas cardíacos nos primeiros 5 dias de tratamento nos doentes que tinham tomado azitromicina foi na ordem do dobro ou mais do que nos outros que tinham tomado  amoxicillina, ou não tinham tomado nenhum.
Para fazer a comparação de riscos na tomada destes medicamentos, os cientistas fizeram o cálculo no número de mortes por cada milhão de tratamentos com antibióticos que era de 85 entre doentes tratados com azitromicina, enquanto nos doentes tratados com amoxicilina eram de 32 e 30 os que não usavam tratamentos com antibióticos. 
Ainda assim, os especialistas afirmam que os resultados não são alarmantes, reafirmando que será necessário continuar a investigação para confirmar com mais seguridade os resultados.Daqui:44739-Un-popular-antibi%C3%B3tico-aumenta-riesgo-de-muerte
A pintora sulamericana Ides Kihlen de 95 anos de idade, refere que o seu tratamento preferido é a sua pintura.
Sem ela não passa … Ela é que sabe!

Docente Rosa Silvestre

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A velhice vive na cabeça das pessoas …

Existe uma diferença muito grande entre ser idoso e ser velho. Idoso é aquele ser humano que ainda sente o direito de sonhar porque o sonho é vida. Pode ser considerada idosa uma pessoa que, tendo alcançado uma idade avançada, mantém-se activa, alegra-se em traçar planos e projectos de vida, usufruindo do direito de sonhar, como o fazia na sua época de juventude e maturidade, enquanto uma pessoa velha é uma pessoa que transforma o ter alcançado avançada idade na obrigação de tornar-se uma pessoa rabugenta, como  poço de lamúrias e reclamações, dirigidas contra todas as pessoas com quem convive, alvos preferenciais do seu desgosto ou inapetência do seu viver.

O ser humano vai-se construindo segundo a intensidade ou a qualidade dos seus sonhos, que começa a “morrer” quando perde a capacidade de sonhar e de querer ser feliz. Uma pessoa que sonha, por mais idosa que seja, não é tida como velha, e nem assim se vê a ela própria. Os sonhos que acalenta transmitem juventude e força ao seu corpo e mente.

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Ao ver o futuro, povoado de visões e imagens projectadas pela sua alegria e bom ânimo de viver, o mesmo se prepara sempre alegre e bem humorado para ele. Uma energia poderosa e subtil inflama as velas da sua alma ardente, repleta de desejos, esperança e utopias. Neste sentido, não raciocina em termos de não dispor de muitos dias, para ver realizadas as metas que projecta.

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Quem não conhece  jovens de vinte anos que parecem e são idosos, caminhando celeremente para se tornarem velhos pouco depois dos trinta?

“Eles não sabem nem sonham

que o sonho comanda a vida

que sempre que o Homem sonha

o mundo pula e avança” – Antônio Gedeão.

E que o sonho de voar é que deu asas às aves.

Se o sonho é que faz o Homem criar, então é verdade que até  “a pedra pode nos ajudar a sonhar” – Bachelard.

Docente Rosa Silvestre

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«Não se é velho porque se tem 65 anos, isso é uma fronteira burocrática … será?»

Joaquina Madeira, Coordenadora Nacional do Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Gerações, em entrevista à Agência Lusa, defendeu a importância da abertura oficial em Portugal do Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Gerações que decorrerá na terça-feira dia 28 em Lisboa. Nesta iniciativa segundo a mesma, pretende-se passar a mensagem de que os mais velhos «são úteis, capazes e fazem falta à sociedade».

Referiu que era «um grande desafio para a sociedade no sentido de também contribuir para que as pessoas envelheçam com melhor qualidade», considerando ser «um momento de viragem» do qual assinalou «Sinto-me muito gratificada por poder participar neste trabalho que exige a mobilização de todos».

Sublinhou que o objectivo do Ano Europeu «é sensibilizar, informar e formar a opinião pública e os atores relevantes da sociedade portuguesa para as questões do envelhecimento activo, como uma forma de se envelhecer com qualidade, saúde, segurança e com participação na sociedade».

Os Censos de 2011 mostraram que existem em Portugal 2,023 milhões de pessoas com 65 ou mais anos (cerca de 19 por cento da população total), um número que aumentou cerca de 19% em dez anos.

As estimativas apontam que, em 2050, o número de idosos duplicará (35,7%) e a dos jovens diminuirá 0,5% (14,4%).

Para Joaquina Madeira, a longevidade da população é um «enorme desafio» para o qual a sociedade tem de se preparar ao nível da saúde, do trabalho, emprego, segurança e da urbanização.

É necessário «valorizar a pessoa idosa como contribuinte activo para a sociedade e não como o consumidor, o inútil que, por ter uma idade avançada se põe de lado».

Para isso, esta iniciativa aposta no combate ao «estereótipo do idoso desvalorizado na sociedade» e no «envelhecimento com qualidade, segurança e capacidade de participação na sociedade».

Outro objectivo, avançou, é «aproximar as gerações» e acabar com o «fosso» que foi criado, afastando os mais novos dos mais velhos.

«O Ano Europeu transforma num desafio e num objectivo criar boas práticas para aproximar gerações, com projectos e iniciativas com as escolas para que todos se conheçam melhor e percebam que todos têm talentos e capacidade de fazer coisas independentemente da idade», adiantou.

Para a responsável, ainda existe muito preconceito em relação aos idosos e o ano europeu também servirá para quebrar este dogma.

«Os idosos são cada vez mais cultos e interessados», sustentou, dando como exemplo as universidades da terceira idade que, quando nasceram há dez anos, tinham 10.000 alunos e actualmente têm mais de 30.000.

«É um indicador de que as pessoas procuram envelhecer da melhor maneira e que procuram a felicidade em qualquer idade», disse, rematando: «Não se é velho porque se tem 65 anos, isso é uma fronteira administrativa».

Fonte: Lusa/SOL

Muito haveria a dizer quanto ao tema em si, e quem dúvida que os idosos «são úteis, capazes e fazem falta à sociedade»? Contudo, na comunicação social enfatiza-se o facto de que o aumento das taxas moderadoras pode vir a contribuir para uma menor qualidade de vida nos mais idosos.

«Na semana de 13 a 19 de Fevereiro, a última para a qual existem dados disponíveis e em que morreram três mil pessoas, a mortalidade subiu ainda mais do que nas duas semanas anteriores, quando o INSA já dizia que a mortalidade semanal estava com valores «acima do esperado».

Os dados disponíveis apontam ainda para um aumento da mortalidade em pessoas acima dos 65 anos».

Fonte: TVi 24

Docente Rosa Silvestre

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Palestra e Inauguração da Exposição de Trabalhos de Literatura da Universidade Sénior de Azeitão

Decorreu no dia 4 deste mês no Museu Sebastião da Gama em Vila Nogueira de Azeitão a Palestra da turma de Literatura da nossa Universidade denominada “Sou da Idade do que Aprendo”, bem como a inauguração da Exposição de Trabalhos realizados nesta disciplina que se prolongará até dia 25.

palestra-e-exposicao-de-literatura.html?spref=fb

Poderá ver também um pequeno vídeo:

photo.php?v=1857783822349

Do evento ficam alguns registos fotográficos que se seguem:

Docente Rosa Silvestre

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