Arquivo

Archive for Novembro, 2011

A UNESCO reconhece o fado como património imaterial da humanidade …

29 de Novembro de 2011 1 comentário

Reconhecimento do fado português como património imaterial da humanidade pela UNESCO no passado Domingo:

dia 27 de Novembro de 2011.

O que é a UNESCO?

A UNESCO é a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência a a Cultura.

A UNESCO trabalha no objetivo de criar condições com a finalidade da existência de um diálogo fundamentado no respeito pelos valores compartilhados entre as civilizações, culturas e pessoas. Este papel é fundamental, particularmente face a qualquer forma de  terrorismo, que constitui a negação dos princípios e valores da Carta das Nações Unidas. O mundo requer urgentemente visões globais de desenvolvimento sustentável com base na observação dos direitos humanos, no respeito mútuo e na erradicação da pobreza.  Esses temas estão no cerne da missão da UNESCO e nas suas atividades.

Fado em parceria: entre um espanhol e uma portuguesa …

Perdóname (Perdoa-me)

Deixo-vos por aqui um documento muito importante acerca da UNESCO, datado de 2007.

Anúncios
Categorias:Uncategorized

Um texto muito actual …

28 de Novembro de 2011 1 comentário

“Constata-se que uma sociedade marcada pelo envelhecimento da população não consegue lidar com os seus velhos. O que está em causa (…) é o respeito e a solidariedade que deveria existir entre seres humanos. A vida não se fez para viver a 20 quilómetros/hora mas é um exagero quando se tenta vivê-la a 200 à hora ou mesmo mais, em grande estilo de rolo compressor onde os cultos da juventude e do esbelto ditam leis”

Autor – Hermínio Santos – Fonte: Diário Digital / 2003-08-27

________

Hermínio Santos, 48 anos, iniciou a sua actividade profissional como jornalista em 1986. Entre Setembro de 2005 e Dezembro de 2010 desempenhou as funções de assessor de comunicação do grupo Editora Planeta, onde editou o seu livro “Trabalhar em Angola”.

É o actual director do jornal Briefing.

 

Categorias:Uncategorized

Mitos: entre jovens e menos jovens …

28 de Novembro de 2011 2 comentários

Virtudes dos Jovens e dos Velhos

“Os jovens são mais aptos para inventar do que para julgar, para executar do que para aconselhar, para os novos projectos do que os negócios estabilizados. Porque a experiência da idade, nas coisas que quadram os velhos, dirige-os, mas engana-os nas coisas que aparecem de novo. Os erros dos jovens causam a ruína dos negócios; mas os erros dos velhos limitam-se ao que deveria ser feito de novo, ou mais cedo.


Os jovens, na condução e na economia dos negócios, têm ampla visão das coisas que não podem dominar, agitam mais do que apaziguam, voam rapidamente para os fins sem consideração dos meios e dos graus; conduzem os poucos princípios, que por acaso acolheram, até ao absurdo; não receiam inovar, o que traz desconhecidos inconvenientes, usam de princípio os remédios extremos, e, o que duplica todos os erros, não querem reconhecer-se nem retratar-se, como o cavalo mal ensinado que não quer parar nem retroceder.
Os homens de idade objectam muito, consultam muito, aventuram-se pouco, arrependem-se depressa, raras vezes, conduzem os negócios ao grau de plenitude, porque se contentam com a mediocridade no êxito.

Certamente, é proveitoso combinar o emprego de novos e velhos: será vantajoso para o presente, porque as virtudes das duas idades corrigem reciprocamente os defeitos; será vantajoso para o futuro, para que os novos se instruam enquanto os velhos estão agindo; e, finalmente, será vantajoso para os acontecimentos externos, porque a autoridade acompanha os velhos, enquanto o favor popular acompanha os novos.

Mas, do ponto de vista moral, talvez a juventude tenha a preeminência de que a velhice goza na política. Um certo rabino glosando o texto: «Os vossos jovens hão-de ter visões, e os vossos anciãos hão-de sonhar sonhos», inferiu que os novos são mais admitidos perto de Deus do que os velhos, porque a visão é uma revelação mais clara do que o sonho.

E, certamente, quanto mais um homem se embriaga com o mundo, mais intoxicado fica; e a ideia traz mais provento para os poderes do intelecto do que para as virtudes da vontade e das afeições”.

Francis Bacon, in “Da Juventude e da Velhice”

_____________________

Francis Bacon nasceu em Londres, em 22 de janeiro de 1561, e faleceu na mesma cidade em 9 de abril de 1626. A sua educação orientou-se para a vida política, na qual alcançou posições invejáveis. Foi filho de Nicholas Bacon e Ann Cooke Bacona. A  mãe de Francis Bacon falava cinco idiomas e foi considerada como uma das mulheres mais eruditas de sua época.

Eleito em 1584 para a Casa dos Comuns, sucessivamente desempenhou, durante o reinado de Jaime 1º, as funções de procurador-geral, fiscal-geral, guarda do selo e grande chanceler. Em 1618 foi nomeado barão de Verulam e, em 1621, visconde de St. Albans. Acusado de corrupção pela Casa dos Comuns, foi condenado ao pagamento de pesada multa e proibido de exercer cargos públicos.

A obra de Bacon representa tentativa de realizar o vasto plano de “Instauratio magna” (“Grande restauração”). De acordo com o prefácio do “Novum organum” (“Novo método”), publicado em 1620, a “Grande restauração” deveria desenvolver-se através de seis partes: “Classificação das ciências”, “Novo método ou Manifestações sobre a interpretação da natureza”, “Fenômenos do universo ou História natural e experimental para a fundamentação da filosofia”, “Escala do entendimento ou O fio do labirinto”, “Introdução ou Antecipações à filosofia segunda” e “Filosofia segunda ou Ciência nova”.

A realização desse plano compreendia uma série de tratados que, partindo do estado em que se encontrava a ciência da época, estudavam o novo método que deveria substituir o de Aristóteles, descreviam o modo de se investigarem os fatos, passavam ao plano da investigação das leis e voltavam ao mundo dos fatos, para nele promoverem as ações que se revelassem possíveis.

Obviamente, a impossibilidade de realizar obra de tamanho vulto foi logo percebida por Bacon, que produziu apenas certo número de tratados. Não obstante, a primeira parte da “Grande restauração” chegou a completar-se e se encontra nos “Nove livros sobre a dignificação e progressos da ciência”. O “Novo método ou Manifestações sobre a interpretação da natureza” apareceu em 1620.

 

Categorias:Uncategorized

Um Texto Polémico ou talvez não …

28 de Novembro de 2011 1 comentário

Os Velhos São os Verdadeiros Rebeldes

“Os velhos são os verdadeiros rebeldes. Os jovens, por muito rasgados que estejam os blusões de cabedal, querem sempre conformar-se com qualquer coisa. Querem fazer parte dum movimento. Querem fazer parte de uma revolução ou de uma comunidade. Os velhos só querem fazer partes. De preferência gagas. Os velhos não têm nada a perder. Podem dizer e fazer o que lhes apetece. É por isso que os velhos, mais do que os novos, dizem quase sempre a verdade. Nós é que podemos não querer ouvi-la. Há-de reparar-se que aquilo que os velhos dizem é que «a vida é uma chatice». Nós dizemos que eles estão senis. Mas eles é que têm razão”.

Miguel Esteves Cardoso, in “As Minhas Aventuras na República Portuguesa”

___________________

Crítico, escritor e jornalista português.

Miguel Esteves Cardoso cresceu no seio de uma família da classe média-alta lisboeta. O pai, Joaquim Carlos Esteves Cardoso, oficial da Marinha, e a mãe, Hazel Diana Smith, nascida em Inglaterra, deram-lhe uma educação privilegiada. O facto de ser bilingue deu-lhe uma espécie de visão distanciada de Portugal e dos portugueses

Aluno brilhante, fez estudos superiores no Reino Unido. Em 1979, na Universidade de Manchester, licenciou-se em Estudos Políticos, prosseguindo o doutoramento em Filosofia Política, obtido em 1983, com uma tese que relacionava a Saudade e o Sebastianismo no Integralismo Lusitano. Em 1982, no regresso a Portugal, entra para o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, como investigador auxiliar. Foi ainda professor auxiliar de Sociologia Política no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, co-fundador do Gabinete de Filosofia do Conhecimento, visiting fellow do St. Antony’s College, em Oxford, e fez um pós-doutoramento em Filosofia Política, sob orientação de Derek Parfit e de Joseph Raz. Em 1988 abandonou a carreira académica, para fundar o jornal O Independente.

A partir do contacto estreito com as bandas pós- punk e new wave da editora Factory, tais como Joy Division, New Order, Durutti Column ou The Fall, aquando da sua estada no Reino Unido, «MEC» (como era conhecido pelos fãs), deu-se a conhecer como autor de crónicas sobre música pop, publicadas nos jornais Se7e, O Jornal (actual Visão) ou Música & Som, avidamente lidas pelos jovens portugueses, em complemento à transmissão dessa música em programas como Rock em Stock, de Luís Filipe Barros, ou Rotação, Rolls Rock e Som da Frente, de António Sérgio, na Rádio Renascença e na Rádio Comercial. Na década de 1980 funda, com Pedro Ayres Magalhães, Ricardo Camacho e Francisco Sande e Castro, a Fundação Atlântica, a primeira editora portuguesa independente, produzindo discos de nomes como Sétima Legião, Xutos e Pontapés, Delfins, Paulo Pedro Gonçalves, Anamar e o supra-citado Amigos em Portugal dos Durutti Column. Daria também contributo directo à música pop portuguesa como letrista, com Alhur, de Né Ladeiras, e Foram Cardos Foram Prosas (com música de Ricardo Camacho, interpretada por Manuela Moura Guedes). Foi ainda autor e co-autor de diversos programas de rádio como Trópico de Dança, Aqui Rádio Silêncio, W, Dançatlântico e A Escola do Paraíso, todos na Rádio Comercial.

Nessa época, dedicou-se também à crítica literária e cinematográfica, no Jornal de Letras, Artes e Ideias. Começou igualmente a ser presença assídua na rádio e na televisão, em parte devido à sua aparência invulgar e desajeitada de jovem intelectual ingénuo e perverso, e às suas intervenções imprevisíveis e desconcertantes, irónicas e irreverentes. Estabeleceu polémicas com alguns intelectuais e escritores como Fernando Namora ou Eduardo Prado Coelho. A convite de Vicente Jorge Silva, tornou-se colaborador do Expresso, onde as suas crónicas satíricas A Causa das Coisas e Os Meus Problemas, conheceram o acompanhamento regular de muitos leitores e o sucesso junto da juventude de classe média.

Monárquico e antieuropeísta convicto, apresentou-se como candidato a deputado ao Parlamento Europeu, em 1987, como independente nas listas do Partido Popular Monárquico, não conseguindo a eleição. Simultaneamente, é incentivado pela actriz Graça Lobo a integrar-se na Companhia de Teatro de Lisboa, o que o leva à dramaturgia. Publicou então Carne Cor-de-Rosa Encarnada (encenada por Carlos Quevedo), Os Homens (encenado por Graça Lobo) e traduziu várias peças de Samuel Beckett. Depois, na televisão, colaborou com Herman José, como guionista do programa Humor de Perdição.

Em 1988, juntamente com Paulo Portas, fundou o semanário O Independente, que pretendia revolucionar o jornalismo português. Foi um contraponto conservador e elitista, mas simultaneamente libertário e culto, à imprensa esquerdista que prevalecia na época. Teve como colaboradores nomes como Vasco Pulido Valente, António Barreto, João Bénard da Costa, Maria Filomena Mónica, Agustina Bessa Luís, João Miguel Fernandes Jorge, Joaquim Manuel Magalhães, M. S. Lourenço, Maria Afonso Sancho, Leonardo Ferraz de Carvalho, Pedro Ayres Magalhães, Rui Vieira Nery ou Edgar Pêra. Atribuiu uma enorme importância à fotografia, contando com o trabalho de fotógrafos importantes como Inês Gonçalves, Daniel Blaufuks e Augusto Alves da Silva. Enquanto Portas e Helena Sanches Osório faziam estremecer os alicerces do governo de Aníbal Cavaco Silva, com a denúncia semanal e impiedosa de escândalos políticos, «MEC» ocupava-se da parte cultural, no destacável Vida. Fazendo dupla com Paulo Portas entrevistou algumas das figuras mais marcantes da política e cultura portuguesa.

Em 1991, conforme combinado antes da fundação do jornal, deixa a direcção d’ O Independente a Paulo Portas, para criar a revista mensal K, financiada pela Valentim de Carvalho, pela SOCI (a empresa de Luís Nobre Guedes proprietária d’ O Independente) e, mais tarde, por Carlos Barbosa. Apesar da qualidade gráfica e colaborativa, o projecto não durou mais que dois anos, vitima pouca orientação comercial. No entanto, a dedicação à literatura vai-se intensificando, até que acaba por afastá-lo do jornalismo activo. O seu primeiro romance, O amor é fodido em 1994, foi um best-seller, em boa parte devido ao título.

Em 1995, com o final do Cavaquismo e a saída de Paulo Portas (que trocou a direcção do jornal, pela política activa no Centro Democrático Social), O Independente iniciou o seu lento declínio, não obstante o regresso de Cardoso à direcção (em 2000), de onde saírá no ano seguinte, quando o semanário é comprado e dirigido por Inês Serra Lopes, até ao seu fecho (em 2006). Ao longo dos anos 90, «MEC» colaborou em vários talk-shows, entre os quais o popular A Noite da Má-Lingua (SIC) onde, semanalmente, sob a moderação de Júlia Pinheiro e na companhia de Manuel Serrão, Rui Zink, Rita Blanco, Alberto Pimenta, Luís Coimbra, Constança Cunha e Sá e Graça Lobo, eram satirizadas figuras e situações da vida pública portuguesa e internacional.

No final dos anos 90, misteriosamente e por motivos que nunca revelou, abandonou os ecrãs televisivos, tornando-se mediaticamente invisível. Publicou mais dois romances, A Vida Inteira e O Cemitério de Raparigas e continuou a escrever crónicas em jornais, primeiro n’ O Independente, mais tarde no Diário de Notícias. Em 1999, criou também um blog, chamado Pastilhas, que abandonou em 2002. Assumiu, entretanto, problemas com alcoól e uso de cocaína. A partir de Janeiro de 2006 retomou a sua colaboração no Expresso. Lançou o livro Em Portugal não se come mal, em 2009.

 

 

Categorias:Uncategorized

Palestra do dia 12 de Novembro.

25 de Novembro de 2011 1 comentário

No dia 12 de Novembro entre as  17hoo e as 19h30´decorreu no Museu Sebastião da Gama em Vila Nogueira de Azeitão uma Palestra intitulada Relacionamento Intergeracional: pontos de encontro entre Jovens e Seniores.

Categorias:Uncategorized

Caracterização e Objectivos da Disciplina …

25 de Novembro de 2011 2 comentários

CARACTERIZAÇÃO:

A Disciplina permite aos participantes a aquisição de conhecimentos que visam uma sensibilização pessoal acerca das vantagens de uma aproximação entre duas gerações (jovens e séniores) no sentido de construírem uma verdadeira relação intergeracional, baseada num convívio dinâmico, assertivo, assente em valores de solidariedade e no respeito pelas vivências e conhecimentos que, em cada idade, em cada geração, se adquirem e temos o dever e o direito de partilhar.

OBJECTIVOS:

1 – Contribuir para a aproximação educacional e cultural entre duas gerações – Jovens e Séniores – com maneiras distintas de SER e ESTAR na sociedade actual, direccionada para uma vertente pedagógica, sob a forma de aulas teóricas (seminários, palestras, sessões educativas, etc.);
2 – Promover essa aproximação com actividades de âmbito prático como complemento das aulas teóricas sob a forma de actividades de âmbito recreativo (pintura, fotografia, dança, yoga, etc.).

Categorias:Uncategorized